Aviso: Veja todos ate o final, vale a pena! Ou pelo menos chegue nos ultimos 2!
1.Os clipes abaixo possuem alto nivel de alegria e sorrisos e depois de certo tempo voce vai cansar de tantas pessoas sorrindo e vai querer que elas parem de se mexer.
2. Nao sei o motivo, me ajude a descobrir porque eles dançam O TEMPO TODO! EM QUALQUER LUGAR! QUALQUER MOVIMENTO!
3. Voce vai conhecer algumas das musicas e lembrar de ja ter dançado...
4. Semelhança com Restart, coincidencia.
Bandido Ban Ban
Detalhe para o spanglish, me faz sentir um poliglota. E para o passo de dança aos 30seg.
Essa tu conhece. E segue a letra, voce que esta feliz, nao te preocupa e levanta as maos.
La vem o Tchan.
Aaah meu porque ele fica rebolando encostado numa arvore???
Seguinte, quem dança enquanto pede carona? Usando calças verde e amarela? E qual locaçao melhor do que um trilho de trem e um deposito de conteineres, heein? Pra um filme de perseguiçao quem sabe...
Esse eh pra quem gosta de quadrinhos e, novamente, de danças nas arvores. Eles nao cansam nunca de se mexer?
Eles saem do taxi dançando... Indiana Jones mode on. Os passos com os soquinhos no ar ainda nao tinham aparecido, 30s.
Reggaeton eletronico futurista!
Esse com certeza um dos mais bizarros. Eles dançam pelados e tem escritas em chines no clipe. Maneira criativa de conquistar fas orientais.
Segundo o Youtube esse video eh improprio para menores de idade.
Essa tu conhece. Vai dar play e começar a mexer a cabeça, tenho certeza. O Clipe? Dois homens a deriva em uma canoa, um deles com uma gaita e um sem camisa. Enquanto isso na piscina belas moças de biquini... Aah tambem tem cenas na cama. Foi filmado no Brasil, hm... explicado.
Depois dos shows ele ficava quantos dias com dor nas pernas?????
Cumbia!!!
Cara, eles fizeram um clipe com as filmagens das ferias de verao certo??? Eles tao sempre dançando mesmo, a vida deles deve ser um videoclipe se duvidar!
Ele deve se divertir muito gravando esses clipes.
Aahaa! Primeira musica que tem uma versao brasileira, mas calma, essa nao eh tao marcante quanto as duas proximas!
Essa aqui quem nao conhece deve ser porque tem menos de, sei la, 10 anos. E essa musica me lembra musica escoteira hahaha! Danças estranhas, maraca, levanta a mao, mexe a cabeça, pescoço... so quem for pra entende do que to falando.
E para terminar UM CLASSICO!! CLIPE ESTRANHO! E AINDA FALAM DA LADY GAGA! Ergue o volume, essa musica da pra cantar junto! ;)
Quando precisarem contem comigo. Proporcionando cultura ao seus ouvidos! Comente abaixo!
Não lembro bem quando foi, mas teve um dia em que coloquei na cabeça “vou fazer um mochilão”. Junto dessa ideia também havia a opção “vou fazer um intercâmbio”. Sempre tive um país preferido, uma região em especial, um interesse extra além do estudo em determinado lugar. Nova Zelândia é legal, estudar inglês com aquele sotaque britânico feio, ir para um país lá no fim do mundo, com praia, cidades bonitas, montanhas, quem sabe procurar um Hobbit nas florestas. Londres, aah Londres, capital da Inglaterra, castelos medievais, música, Hogwarts, Baden Powell... tantos motivos me fazem querer ir para Londres... Já tem aqueles que gostam de dizer que foram ao centro do Universo, Nova York. Visitar a loja da Apple, Times Square, Estatua da Liberdade... ou então que seja um passeio rápido, mas um mochilão que passe por Lisboa, Madri, Roma, Berlim... Dar um pulinho na África, visitar as Pirâmides, fazer um Safári, tomar um banho de chuva no sul da África do Sul... E falando em Sul do Sul, um dos lugares que esteve na minha cabeça nas últimas semanas foi a Patagônia. Ushuaia (acho que é assim que se escreve) a cidade mais ao sul do sul do mundo. Navegar pelo Estreito de Magalhães, subir de volta pelo Chile, visitar os Andes, voltar pelo norte da Argentina, Paraguai, fazer trilhas no Pantanal. Seguir para o Norte, chegar na Amazônia, subir o Monte Roraima, chegar ao Mundo Perdido de Conan Doyle... tantas idéias, tantos lugares, e pensar em fazer isso antes que a natureza ou o próprio ser humano acabe com tudo. Não faltam inspirações, motivos e vontade. Porém tem que pensar em faculdade, família, grana... Se bem que sou muito aberto a ideias como colocar uma mochila nas costas, saco de dormir, barraca e andar. Desde os nove anos acampando, dormindo no chão, comendo refeições um tanto quanto duvidosas e com esse espírito de fraternidade mundial que sei que onde encontrar um Escoteiro sei que tenho com quem contar; me fez ter mais vontade ainda de largar tudo e sair por ai, ser um cidadão do mundo.
Mas a questão não é essa.
Foi numa quinta-feira, quando no trabalho, por meio de um RT – viva as Redes Sociais - fiquei sabendo de uma vaga de intercâmbio em uma Universidade fora do Brasil. A instituição paga tudo, eu gastava com passem e documentação antes de ir. O resto – alimentação, acomodação, transporte, ou seja, necessidades básicas e diárias – a universidade pagava. Para onde? Necessariamente não importava, apenas pelo fato de viajar, trabalhar e morar fora do país, sem ter esses gastos já me interessei. O local: Bogotá, capital da Colômbia. Função: Estágio de Comunicação na Universidade de lá (LCI). Trabalhar em: Mais ou menos o que eu fazia na Agência na UCS. Trabalhar para a faculdade produzindo textos, fotos, organização de arquivos de jornal, fotografia, que se de bem em trabalhos multimídia – radio, tv, impresso, online – ajuda em eventos, que goste e saiba trabalhar em equipe. Enviei o Currículo com a experiência da Agência da UCS, Jornal, Produtora de Vídeo, Festa da Uva... e cruzei os dedos. Na sexta-feira, uma semana depois, me ligam confirmando que, entre três candidatos, fui o escolhido.
Nunca passou pela minha cabeça ir para a Colômbia, mas hoje em dia, cinco dias depois da confirmação, minha cabeça não sai de lá. Procurei o endereço da Universidade no Google Maps e fui olhar a região. A impressão que tive é de que é um Bairro bacana, com Bibliotecas, museus, igrejas, órgãos governamentais... e ao lado um Parque Natural de Preservação do Governo. Não preciso nem dizer que para mim isso é algo que faz muita diferença! E daí você teve ter pensado Colômbia – drogas, FARC, pobreza, país subdesenvolvido da América Latina – ok, pode estar certo. Porém antes disso lembre do Festival Mundial de Teatro, Praias do Caribe, Sistema de Transporte exemplar para o resto do mundo... Tudo tem seus prós e seus contras, mas como tudo no mundo as pessoas só lembram do contra. Não me surpreenda que se um dia alguém de fora do Brasil pensar no nosso país e só lembrar das cenas de violência nos Morros Carioca e esquecer de tudo que existe além do que a mídia mostra.
Outro detalhe é o fato de toda a família estar ainda em estado, digamos, SURPRESOS DEMAIS de tudo ter acontecido tão rápido e eu estar embarcando em no máximo três semanas. A pouco mais de dez dias atrás eu ia ao trabalho, pensava na responsabilidade em aprender a filmar, quando iam começar as aulas, rever os colegas, estudar, fazer provas, os inúmeros projetos para o Grupo Escoteiro que tinha para o ano e que agora estão todos parados. Em seis dias decidi trancar a faculdade, me afastar dos escoteiros e sair do trabalho. Se eu realmente queria fazer intercâmbio e quando surgisse a oportunidade eu ia rejeitar? Magina...
Ontem, quando começavam as aulas na UCS, enquanto todos iam para o primeiro dia de aula do semestre, eu ia até o Protocolo e cancelava as cadeiras que havia selecionado para esse ano. Depois, enquanto devia estar na aula de Psicologia, estava no Escritório de Intercâmbio e em uma Agência de Viagens fazendo cotação de passagem aérea, seguro saúde, cartão travel money, carteira mundial do estudante e mais um mooonte de coisa. Sem contar que ontem fui atras de preços de notebooks. Resumindo, entre passagem, seguro saude e outros detalhes gasto uns R$ 2.500,00. E um note? Bom... se é pra comprar então que compre um que seja muuito bom e que me seja util no futuro, profissionalmente falando. Não sou de pensar pequeno, e graças a ajudinha dos vendedores que fizeram bem seu trabalho, minha mãe esta convencida em comprar um MacBook. Mas esse vou deixar para a semana que vem, apenas um detalhe, o MacBook sai mais caro que Passagem Aérea e documentação... E de onde sai todo esse dinheiro?? Bom, calcule que não vou fazer UCS por seis meses, era para começar Carteira de Motorista esse mês - um valor que ja estava garantido -, gastos com acampamentos e viagens escoteiras, ou seja, fiz uma troca. O que iria gastar normalmente, troquei por uma experiência que com certeza vai ser muito mais vantajosa. Vindo da UCS pra casa minha mãe comentou que após eu fazer a carteira ia pensar em trocar o carro, eu apenas disse: "mãe, gasta o dinheiro em viagem, estudo e trabalho que vou gostar muito mais do que em um carro novo". E eu não me importo realmente em ficar sem carro, computador, casa, desde que tenha um mundo inteiro esperando para ser explorado e eu tenha a oportunidade de fazer isso. (Bonita essa frase hein....) De muitos amigos e conhecidos que tenho, vejo em poucos essa vontade impulsiva de largar tudo e ir atras de novidades e experiencias do tipo. Eu adoro ser assim, meio louco. Hehe!
Então... hoje a documentação chega de Bogota para a UCS. De la para o consulado. Do consulado para o aeroporto. Reservei passagem para o dia 12, mas não faço ideia se vou nesse dia, pode ser antes ou depois. Podia ser depois, dai posso ir na primeira atividade dos escoteiros esse ano e passar o Aniversário da minha mãe em casa. E se for antes, bom já to preparando a mochila aos poucos. Esse domingo teve reunião do Mutirão Pioneiro lá no Grupo e ja aproveitei pra pegar cinco lenços caso eu não volte la antes de viajar. Porque independente de onde estiver, sábado é dia de escoteiro. Falando nisso, alguem conhece algum escoteiro de Bogotá e quer me passar o contato? =)
Hasta!
Aguardem por videos, fotos, posts e tudo mais... (3647)
Sabe o que significa whiteout? Então leia até o fim... (é provavel que eu tenha misturado duas historias, mas é irrelevante, só vai dar uma noção maior da situação e do local) Aah é uma história real, no final explico melhor...
Foi em 2003. Estavamos em três escalando uma montanha na Argentina. A última vila antes do primeiro acampamento base estava a 60km de distância. Contratamos uma Land Rover para nos levar até o início da montanha e ela só voltaria dali nove dias. Durante todo o caminho fomos ouvindo histórias das tribos indígenas que habitavam o local em tempos remotos. Certo momento o motorista parou e nos levou para conhecer o lugar onde elas viviam, lá vimos diversas pinturas nas pedras onde um dia foi o lar dos povos nativos. Toda a temática, o plano de fundo dessa aventura estava na cultura indígena. Até hoje não sei explicar se o que aconteceu foi fruto da minha imaginação, ou influência do que o motorista nos contou. Fizemos a subida da montanha e na primeira noite nem a barraca montamos. Nos abrigamos em uma pequena gruta, fizemos uma fogueira e deitamos dentro do saco de dormir. Temperatura de -10ºC. Foi então que, em mais de vinte anos de escalada, pela primeira vez tive uma visão...
Estava deitado dentro do saco de dormir, naquele momento em que o sono começa a chegar, mas ainda não estou dormindo. Vejo as sombras formada pela fogueira e ouço o crepitar da lenha próximo de mim. Quando fecho os olhos vejo um índio na minha frente que conmeça a falar comigo. Ele falava a língua dele, eu falava português, mas nós dois nos entediamos. Ele estava me dizendo para não continuar a subida da montanha, mas eu discuti com ele. Disse que havia vindo de Caxias, feito um longa viagem e que não ia parar agora só porque ele estava mandando. Porém, ele continuou a discussão dizendo que nós iríamos estragar a montanha, deixar lixo no caminho e que ele não podia permitir que isso fosse acontecer. Eu tentava convencê-lo, mas nada do que eu dizia adiantava. O estranho é que quando eu me mexia no saco de dormir e abria os olhos não via nada, apenas a fogueira. Sabe aquele momento em que estamos prestes a dormir e ficamos nos mexendo até encontrar a melhor posição? Então, era mais ou menos assim. O mais estranho é que não via eles como um holograma, uma forma branca como espírito, eles estavam ali na minha frente, como se fossem meus amigos em pé falando comigo.
Quando me mexia não via nada, no momento em que parava e fechava os olhos o índio aparecia. A discussão continuou por aproximadamente quinze minutos, até que apareceu um outro índio. O primeiro tinha aparência de um nativo idoso. Um senhor de idade, com características indígenas, como se fosse um homem do campo. O segundo já lembrava mais aqueles índios de filme americano, adornos na cabeça, uma roupa meio de couro, bem do tipo que estamos acostumados a ver na TV. Esse segundo índio não dizia nada, era como se ele estivesse ali para me intimidar, a desistir da subida. E continuava a visão, eu abria um pouco os olhos e eles sumiam, voltava a fechar e eles voltavam a aparecer. Enquanto isso tudo ao meu redor continuava igual, meus amigos deitados em seus sacos de dormir, a fogueira acessa e o frio. Passado uns vinte minutos de discussão o indio não falou mais nada e fez um gesto com as mãos meio que dizendo, "pode ir, eu libero". Porém, eu fiz questão de pedir pra ele o que deviamos fazer, para que ele nos deixasse seguir sem nenhum problema, não queria transgredir nenhuma lei da montanha ou algo parecido.
Ele me disse que deveríamos respeitar a montanha e não deixar nenhuma sujeira ou algo que não fosse parte dela. Quando os dois desaparecerem eu acordei meus amigos. Contei pra eles tudo que havia acontecido e eles acreditaram. No outro dia quando acordamos não deixamos sequer um papel de bala ou um fio do saco de dormir no local. Seguimos a subida da montanha e durante a noite nos abrigamos em outra gruta e acantonamos ali mesmo. Aproximadamente 2.600 metros de altura a -15ºC. Quando saímos pela manhã deixamos lá uma garrafa de vinho que havíamos tomado durante a noite. Ela estava pela metade e precisávamos nos desfazer de alguns itens para continuar a subida, na volta iríamos pegar o material. Chegamos ao topo da montanha, porém ao descer nos deparamos com o fenômeno conhecido como whiteout, a parede branca, parede de neve. Tudo fica branco e não se enxerga nada em dez, quinze metros de distância. Descer se tornou uma tarefa perigosa, a unica coisa que nós três pensavamos era "a garrafa de vinho, deixamos na montanha".
O pior de tudo era que não tínhamos como saber onde estava a gruta em que havíamos dormido na noite anterior. Abrimos um espaço de 30 metros entre cada um na corda e fizemos uma varredura montanha abaixo para encontrar a gruta. Quando encontramos, a garrafa estava lá. Guardamos na mochila, esperamos um pouco e o tempo melhorou. Então começamos a descida e tudo terminou bem.
Fim!
Ouvi essa historia do meu instrutor de escalada. Enquanto descansava da subida que havia feito e ele começou a contar das viagens que já fez escalando na Argentina. Até que chegou nessa da vez em que ele falou com os índios. Tem gente que não acredita nesse tipo de fato, eu, assim como as outras quatro pessoas que ouviram ele contando acreditaram. (Foi o que senti ao menos, pelo o que pude perceber) Eu sempre gostei dessas histórias 'sobrenaturais', e pelo o que conheço do instrutor e da maneira que ele contou não acho que seja uma historia para nos impressionar. Se foi realmente uma visão, um aviso, e a whiteout que eles enfrentaram foi uma represália dos índios pela garrafa de vinho não sei. Quem sabe tenha sido o próprio cérebro que fez isso acontecer, frio, barulho da fogueira, histórias de índio... Já dizia Shakespeare, na peça de Hamlet, "Há mais coisas entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia". O mundo existe, mas ele é muito maior do que vemos e sentimos. As vezes é bom, se for o caso, imaginar um pouco para usufruir o máximo dele. Se foi 'real', ou fruto da imaginação eu nunca vou ter como comprovar... eu acredito, mas também penso que isso tem muito a ver com aquilo que ouvimos, vivemos e acreditamos. Me coloco na mesma situação e é como estar cochilando na hora da ronda no acampamento, ouvindo o barulho apenas da fogueira e alguns galhos quebrando ao vento. E então pensar que esses galhos quebrando são na verdade duendes ou outros seres - imaginários para alguns, reais para outro - que estão curiosos querendo saber o que fazem aquelas pessoas acampando ali. O porque delas estarem em um local que 'eles' são os protetores. Há muita coisa entre o céu e a terra, abrir os olhos e imaginar, fantasiar, não faz mal a ninguém. Muito pelo contrário, são essas experiências que uma rotina de trabalho não vai lhe proporcionar.
E falando em Whiteout, fica um dica de filme. Ontem mesmo ia passar na HBO mas era muito tarde e acabei indo dormir. Agora que vi o trailer vou cuidar para a próxima vez que passar... (3538)